Sempre chega um momento nas nossas vidas em que lidamos com alguns rótulos impostos por pessoas próximas e até por nós mesmos (um rótulo é a indicação de um conteúdo/sua composição). Todos nós já sofremos algum tipo de pré-julgamento, deixando algumas marcas do nosso passado ditarem como encaramos o nosso presente.
Diante de um rótulo jogado na nossa face (na cara mesmo) teremos sempre três opções:
1.º Abraçamos essa realidade e nos apropriamos de tal rótulo, nos tornando exatamente o que falaram a nosso respeito. Mesmo não sendo verdade e acabamos aceitando viver de tal forma, tratando como natural da vida, sendo isso algo legal ou nem tanto assim.
Esse primeiro ponto pode ser o mais fácil, mas está longe de ser a nossa melhor opção e mais longe ainda de ser a vontade de Deus para nós!
2.º Em nossa defesa, vamos totalmente contra o rótulo que nos foi imposto, lutando com a nossa própria força, confiando em nós mesmos para fazer diferente e simplesmente jogar na cara do inimigo (talvez, o inimigo aqui seja considerado a pessoa que nos rotulou) para mostrar como somos capazes e superiores a uma opinião alheia.
Esse segundo ponto parece melhor e nos coloca acima de tal rótulo, mas é simplesmente VINGANÇA.
Acredite, se você está buscando resultados, querendo mostrar que foi capaz de conquistar tais coisas para alguém ou até mesmo para você, ouso dizer que, querendo ou não, você está em seu modo de vingança ativado e isso também não é nem de longe a vontade de Deus para nós!
Era uma vez em que a realidade sobre rótulos vinha com um discurso de fracasso, autocomiseração e tristeza, mas hoje em dia aprendemos a usar um mecanismo de defesa, colocando rótulo sobre rótulo, onde anulamos a “verdade” de alguém para viver a nossa própria “verdade”. Daí parte o princípio de que precisamos ter muitos resultados, aquisições e conquistas grandes a curto prazo, caso contrário um rótulo sempre nos vencerá.
O problema de viver a base de vingança é que não somos tão capazes quanto pensamos e acabamos por deixar de viver a nossa autêntica identidade desperdiçando o nosso tempo para servir a nós mesmos ou a opinião dos outros, quando, na verdade, deveria ser suficiente e seguro ser quem somos de forma real e aí entra o terceiro ponto:
3.º Não anulamos um rótulo criando outro rótulo, anulamos um rótulo vivendo todos os dias (é suposto que nosso nível de compreensão cresça a cada dia que passa) na busca por quem é que Deus deseja que sejamos!
Esse terceiro ponto não é o mais fácil, mas é o ideal para nós. Para tal feito, precisaremos conhecer muito mais sobre o nosso fabricante (Deus) para entender qual é o desejo Dele ao criar tais produtos (nós) e esse é um lugar em que, pela nossa própria capacidade, não conseguiremos acessar…
Não somos os nossos resultados. Nossas conquistas são reais conquistas quando para chegar nelas, vencemos a nós mesmos, onde as nossas limitações, opiniões e métodos passaram por um molde de aperfeiçoamento que resultou em tal graça! Viver nessa dependência traz uma nova realidade sobre nós de uma identidade não apenas restaurada, mas também cada dia mais autêntica.
Eu sei que conquistar é maravilhoso, se superar e superar aquilo que foi esperado de nós melhor ainda, todos esses resultados vieram com muito esforço e parabéns por chegar até aqui, mas tirando isso, quem é você?
Um beijo daqui.